Núcleo Português do
Museu da Pessoa
Answer provided by the Museum of the Person Repository
People by type of event: Wedding
| People | Events | Local | Date |
|---|---|---|---|
| Albertina da Conceição Soares | Casei com 24 anos. | ||
| António Oliveira Machado | Ela gostou sempre do negócio e também tem uma boa mão para os petiscos. Mas tivemos aqui um tempo em que a minha mulher foi abaixo, teve quase um esgotamento. Quando viemos para Canidelo eu fui para representante na Câmara Municipal de Gaia, no departamento de projectos e estudos, durante 24 anos. Eu fui para a Câmara e, entretanto, comecei a namorar com a minha mulher. Um dia estava com o meu irmão no campo e ele disse-me que tinha estado a falar com a Sãozinha, que era a patroa da casa, que lhe disse que eles estavam com ideias de passar a taberna. E como ele sabia que a minha mulher era do negócio, disse-me: - "A loja do francês é que era boa para a tua mulher." E ela até já me tinha falado na hipótese de ir para as feiras. Ela era do negócio, fazia dinheiro em qualquer coisa, tinha vocação para o negócio e ainda tem, só que agora está mais cansada. Entretanto, eu já tinha pensado casar no final do ano, mas como surgiu a oportunidade de ficar com esta casa, antecipamos o casamento para o dia 15 de Janeiro de 1961. Fomos falar com o meu pai, o meu pai estava na cama, contámos-lhe e viemos logo cá. Lá conversámos, acertámos as coisas e tomámos conta disto. Até hoje. | ||
| Maria Albertina da Silva Malta Godinho Novais | Quando entrei para a empresa, em 64, ainda não estava casada. Só casei em Setembro de 1968. O nome do meu marido é António Rodrigo Araújo Mendes Novais. Ele era mediador de seguros. Também fez a sua própria carteira, portanto, hoje já não é mediador porque está no fundo desemprego, como eu. O meu marido tem muito jeito para a pintura. Fiquei a viver na casa dos meus pais até agora. Infelizmente eles já partiram. | ||
| Maria Alice Rodrigues Cacheira | Os pais dele não queriam, mas depois nós casámos. Casei aos 21 anos. Saí de casa dois ou três meses antes do casamento, para ir morar com o meu marido. Depois passado dois meses de casada nasceu a minha primeira filha, que eu já ia de bebé. Foi serviço adiantado. Agora não se usa mais levar filhos antes do casamento porque elas tomam comprimidos ou outras coisas, senão usava-se. Mas eu adiantei o serviço. Fui feliz no tempo em que vivi com o meu marido. Mas a minha sogra era muito intrometida na minha vida. Já morreu essa macaca. Vou todas as semanas ao cemitério e à beira da campa dela nunca vou. Estive casada seis anos e cinco meses. O meu marido morreu com uma leucemia no sangue. Sou viúva há vinte e seis anos. O meu marido era ajudante de motorista numa traineira da sardinha. Quando ele faleceu fiquei com três filhas: uma de dois meses, uma de 2 anos e uma de 6. Fui feliz pouco tempo, mas fui. Mas se eu soubesse que era para ficar viúva tão nova não tinha casado! | ||
| Maria Celeste de Oliveira Pereira | Antigamente os casamentos eram assim: as mães dos moços vinham falar às mães das moças sobre o casamento, era casamento falado. A minha sogra era irmã da minha mãe, o meu marido era meu primo, era mais velho do que eu quatro anos, eu tinha 18 e ele 22. Depois ela veio falar de casamento à minha mãe, que ele era bom rapaz, que era trabalhador. Prontos, casámos até ele morrer. O casamento foi até ele morrer, depois tivemos estes filhos. O meu marido chamava-se José de Oliveira Dias. Era trabalhador, nunca me faltou pão desde que casei com ele. Era um grande pescador, até tem pósteres dele no Hospital Santos Silva. Ele trabalhava de dia e de noite, que nunca tinha descanso, a fazer redes, era sábados para apanhar sável, era domingos, era tudo. Nunca ia a uma festa nem nada, era só trabalhar no mar e a fazer redes e tudo, e pegaram e fizeram um póster ele ali a atar as redes e botaram nos hospitais. Quando ele ia para o mar e o mar estava bom, era o de menos, agora quando o mar crescia, era temporal, o mar ruim, eu estava sempre triste, com medo que viesse uma notícia que o barco tivesse virado e ele tivesse morrido. O meu mario já esteve naufragado várias vezes, mas salvou-se. Uma vez ele vinha com uma caíca que se chamava o "Divino Criador" carregadinha de sável. Quando eles botaram as redes estava bom tempo, depois o tempo cresceu, e eles quase que morriam a entrar na barra, quase que morriam com o temporal. Depois eles pegaram-se com Nossa Senhora, o tempo melhorou e eles lá vieram. Ele passou das suas mas não morreu disso, foi uma trombose que lhe deu. Trabalhou sempre. Durou oito dias, depois que lhe deu a trombose, foi para o hospital durou oito dias, nem tempo lhe deu para sofrer, nem trabalho, nem nada. Tinha 69 anos. Tinha começado a trabalhar no mar muito novo, talvez com 13/14 anos que começou a trabalhar. Da primeira vez que lhe deu lá foi. | ||
| Virgílio José Alves da Silva | Casei a 16 de Janeiro de 1954, no dia dos meus anos, no dia que eu fiz 26 anos. A minha mulher trabalhava sempre em casa. Nunca exerceu outra actividade. |